Religião e assistência em Lisboa no século XVIII
Maria de Fátima Reis[1]
Ao eleger para esta sessão o Real Hospital de S. José situado no Convento de Santo Antão-o-Novo quis lembrar o tempo de transferência para o espaço do antigo convento jesuíta do secular Hospital de Todos-os-Santos, situado no Rossio, que ficou grandemente danificado com o terramoto de 1755, sendo demolido alguns anos depois. Temos então em causa duas instituições: o Hospital de Todos-os-Santos e o Convento de Santo Antão-o-Novo, que na segunda metade do século XVIII se identificam no Real Hospital de S. José ou simplesmente Hospital de S. José.
O Hospital de Todos-os-Santos, a maior unidade hospitalar portuguesa da época moderna, planeado por D. João II desde 1479 e construção iniciada em 1492, foi inaugurado por D. Manuel I em 1502, num processo europeu de reforma com a fusão de cerca de quatro dezenas de pequenos hospitais existentes na cidade de Lisboa[2]; assim marcando um novo período da história da assistência hospitalar em Portugal[3]. Situado na antiga horta do convento de São Domingos, numa zona periférica da cidade, de “fácil escoamento e acesso a águas”[4], “na direção da qual se fazia já a expansão urbanística e para onde convergiram vias terrestres de acesso à cidade”, a construção do hospital, com uma ampla fachada formada por trinta e cinco arcos, levou ao surgimento de uma nova praça – o Rossio[5]. As enfermarias primitivas eram
[…] a «enfermaria de São Vicente», destinada à «surugia» das febres (a oriente), a «enfermaria de São Cosme», para «surugia» dos feridos (a sul), e a de «Santa Clara», para mulheres com febres e feridas (a norte). A quarta era a «Casa das Boubas» para o «mal francês» (sífilis), dividida em setor feminino e masculino e apartada das restantes (piso térreo para norte e identificada na intervenção arqueológica de 1960)[6].
Com Regimento de funcionamento e de organização estabelecido em 1504[7] e subsequente produção documental de suporte às suas actividades, em 1564, a administração do hospital passou da Congregação de São João Evangelista para a Misericórdia de Lisboa, criada em 1498. Nesta sequência terá sido organizado o Tombo do Hospital, assim como o primeiro inventário conhecido do Hospital, que data de 1604; sabendo-se que em 1649 foi elaborado um novo inventário dos livros da fazenda do Hospital, com escrituras, doações, privilégios, testamentos e livros de receita e despesa. Vasto património e arquivo, difícil de manter e recuperar no tempo, tanto devido à natural deterioração dos livros, quanto a acidentes, como os incêndios de 1601 e de 1750[8], impondo este obras de envergadura, e ao terramoto de 1755[9].
A construção do novo convento e colégio jesuíta de Santo Antão, devida à falta de capacidade do primitivo colégio[10], iniciou-se a 11 de Maio de 1579, com o apoio financeiro do Cardeal D. Henrique e projecto arquitectónico de Baltazar Álvares. O convento, situado no Campo de Sant’Ana, sobranceiro ao Rossio, foi inaugurado em 1593, continuando as obras pelo século XVII, quando foi construída a igreja (1612-1653), a que se acrescentou, em 1696, a sacristia barroca projectada por João Antunes[11]. Igreja danificada com o terramoto, vindo a ser demolida entre o final do século XIX e início do século XX, restando na actualidade a fabulosa sacristia, hoje capela do Hospital de S. José[12]. Neste colégio se instalou o Hospital Real de Todos-os-Santos com a nova designação de S. José, depois da expulsão dos Jesuítas em 1759.
Mas regressemos ao hospital no Rossio para perceber como é que foi transferido para o devoluto convento de Santo Antão-o-Novo. Após o terramoto de 1755, em Março de 1756, já estavam reconstruídas quatro das enfermarias para receber os doentes que estavam dispersos por vários locais da cidade, tencionando-se ainda recuperar mais duas enfermarias, S. Camilo e São Francisco. Os trabalhos prosseguiram nos anos seguintes, sabendo-se de obras de carpintaria a decorrerem em 1761[13] e que, em 1769, seriam cerca de vinte as enfermarias em funcionamento[14]. Mas os desígnios seriam outros. Uma carta régia de 1769 de doação do edifício do Colégio de Santo Antão ao Hospital Real interrompeu a intervenção que estava a ser realizada no edifício do Rossio: o edifício viria a ser demolido na década seguinte, muitos dos materiais vendidos, outros levados para o Colégio de Santo Antão, onde se efectuaram obras de adaptação à função hospitalar. O Rossio seria alvo de uma intervenção diferente.
Foi, pois, no âmbito dos projectos de reconstrução da Baixa Pombalina, após o terramoto de 1755, que o Hospital de Todos-os-Santos foi transferido para o antigo colégio jesuíta de Santo Antão-o-Novo. Porém, como recentemente provado e contrariando uma “ideia generalizada”, “não foi o Terramoto de 1755 que condenou o Hospital Real de Todos-os-Santos, ao Rossio, a um irremediável desaparecimento”[15]. Para além das informações fornecidas por Joana Balsa de Pinho e Edite Martins Alberto num estudo de 2021, que vão neste entendimento, é de dizer que o estudo da autoria de Hélia Silva e Tiago Lourenço, publicado em 2019, já revelara que o plano de reconstrução da Baixa de Lisboa não só não previa uma nova localização para o Hospital, como até mesmo “nos anos subsequentes, uma campanha de obras de reconstrução chegou a ser equacionada e (parcialmente) executada”[16]. Devoluto desde 1759, o antigo Colégio foi assim doado ao Hospital de Todos-os-Santos[17].
Já em 2008, António Fernando Bento Pacheco observara, em relação às duas décadas que medeiam entre 1755, ano do terramoto, e 1775, ano em que são transferidos os primeiros doentes do Hospital de Todos-os-Santos para o Hospital de S. José, que não se está perante
[…] um estabelecimento hospitalar que a catástrofe de 1 de Novembro eclipsou […]. Contrastando com a ideia de destruição do edificado e de anarquia administrativa, o acervo documental disponibiliza inequívocos sinais de permanência. O Hospital reconstruiu muitos dos espaços destruídos, a contratação de pessoal não cessou […]. […] o fim do velho Hospital do Rossio se prende não à acção das catástrofes que ao longo dos anos o atingiram, mas antes às exigências de uma iluminista cidade nova que vê no Rossio um dos seus mais significativos espaços de sociabilização[18].
Autor que identificou três ciclos distintos para o Hospital Real no período pós-terramoto até à sua transferência para o convento de Santo Antão. O primeiro, entre o dia da catástrofe e finais de Junho de 1758, “ciclo da deslocalização”, com enfermarias a funcionarem às Portas de Santo Antão e nos celeiros do Convento de São Bento, do Conde de Castelo-Melhor e do Palácio dos Almadas. O segundo ciclo, entre Julho de 1758 e fim de Junho de 1766, “o tempo de D. Jorge Machado de Mendonça” (Eça Castro Vasconcelos e Magalhães), enfermeiro-mor do hospital, que publicou um “Breve Memorial” em 1761[19], tempo de reforma da instituição. E o terceiro ciclo, de 1766 até 1775, em que foi enfermeiro-mor D. José Luiz de Menezes Abranches Castello Branco e Noronha, 6.º conde de Valadares, cuja administração “opera na dependência directa do Conde de Oeiras e que está em consonância com as suas opções políticas”[20].
António Bento Pacheco é claro ao afirmar que se se quiser procurar “o momento que torna concretizável a reforma definitiva do conjunto hospitalar do Rossio, encontramo-lo em 1759, por via da expulsão dos padres jesuítas e do confisco do seu imenso património”[21]. Portanto, foi na década de sessenta do século XVIII que se determinou, como diz, “não apenas a planificação urbana do Rossio e da zona adjacente, mas também a criação de dois importantíssimos pólos da actividade assistencial: São Roque e Santo Antão” [22]. Este entregue ao secular Hospital de Todos-os-Santos e a Igreja e Casa Professa de São Roque entregue à Misericórdia de Lisboa, aí se instalando a sede da irmandade e o Hospital dos Expostos[23].
Certa é a relação entre a extinção da Companhia de Jesus e a reforma do Hospital de Todos-os-Santos. Após obras de adaptação, no Convento e Colégio Jesuíta de Santo Antão-o-Novo foram instaladas as valências do Hospital Real de Lisboa, à excepção das crianças expostas, que passariam a ser assistidas na nova sede da Misericórdia de Lisboa, no antigo complexo jesuíta de S. Roque. É sabido que depois do terramoto e das obras subsequentes no Hospital de Todos-os-Santos, “a recepção e acomodação dos enjeitados, estiveram anos em instalações provisórias” até “o serviço dos expostos passar para a nova sede da Misericórdia”; de facto, quando os doentes foram transferidos em 1775 para o Hospital Real de São José, este não ficou com a competência dos enjeitados[24].
É verdade que aquando do terramoto, o Hospital de Todos-os-Santos não estava a funcionar em pleno, devido ao grande incêndio ocorrido em Agosto de 1750, que destruiu muitas das enfermarias[25]. Bastante danificado em 1755, mas não totalmente destruído, como provaram as escavações arqueológicas dirigidas por Irisalva Moita em 1960, que revelaram a sobrevivência de algumas áreas do hospital anteriores ao terramoto: parte da famosa arcaria da fachada principal na zona noroeste da praça do Rossio; o claustro noroeste; o piso térreo sob a enfermaria de Santa Clara; a enfermaria dos entrevados e incuráveis; e ainda a Ermida de N.ª Sr.ª do Amparo e o cano Real[26].
Destruição que impôs o alojamento de doentes, como disse, provisoriamente, no convento de S. Bento, no Palácio dos Almadas, no Palácio dos Condes de Castelo Melhor, e até em tendas no Rossio. Sabe-se que as obras de reconstrução prosseguiram a bom ritmo: em Fevereiro de 1756 o Hospital começou a receber os primeiros doentes; em Maio, o Secretário de Estado Sebastião José de Carvalho e Melo escreveu ao Enfermeiro-mor, o Conde de Vale de Reis, autorizando a transferência dos doentes das enfermarias provisórias para as recém reconstruídas no hospital; em Setembro de 1756 o hospital recebeu mais uma leva de enfermos temporariamente hospedados no Mosteiro de S. Bento[27]. Esforço de reconstrução notável, justificativo da importância do hospital e da plena operacionalidade que permitiu até em Fevereiro de 1759 receber os prisioneiros doentes da cadeia do Limoeiro[28].
Apesar de todo este investimento de reconstrução, Maria João Pereira Coutinho, é de opinião que a mudança do Hospital Real de Todos-os-Santos do Rossio para o colégio de Santo Antão-o-Novo na colina de Santana, se decorreu de a circunstância “do imóvel jesuíta estar desafeto, desde 1759, data da supressão da Companhia de Jesus”, deveu-se também “às caraterísticas do local e do equipamento” e ainda “à sua funcionalidade”[29]. O facto desse equipamento “não ter ficado irreparavelmente arruinado aquando do terramoto de 1 de novembro de 1755 contou seguramente para essa decisão de reaproveitamento do espaço”[30].
Mas também pesou o facto “do conjunto arquitetónico estar implantado num dos locais mais salubres da cidade e possuir amplas alas, onde se organizavam a partir de um extenso corredor os vários cubículos, que esvaziados destas separações, serviam para a criação de amplas enfermarias”, como comprovou Maria João Pereira Coutinho pelos projectos de José Monteiro de Carvalho e de Caetano Tomás de Sousa, um à guarda da Academia Nacional de Belas-Artes e outro da Biblioteca Nacional de Portugal[31]. Projectos que expressam o cuidado “com a criação de cómodos para alguns dos elementos mais significativos da orgânica do hospital, expressa na reutilização de espaços relativamente exíguos, como cubículos” e o esforço em aproveitar “alguns espaços, como corredores, para novas funcionalidades”[32]. A que acresce para a decisão de instalação em Santo Antão-o-Novo, ainda no entender de Maria João Pereira Coutinho, “a condição de possuir uma botica, desde sempre autónoma e fomentada pelo mecenato régio, que, entre drogas medicinais e instrumentos contava com um acervo de 112 livros de medicina”[33].
Sabido é também que no contexto do terramoto, o Hospital, desde 1564 governado pela Misericórdia de Lisboa, passou para a directa administração da Coroa, dado o imperativo de “acudir a uma situação de emergência, perante um cenário de catástrofe, que também atingira a confraria, ao perder as suas instalações”[34]. Instalada esta na Casa de S. Roque e aquele no Colégio de Santo Antão-o-Novo com a designação de Hospital Real de S. José, em homenagem ao monarca D. José I, a
[…] dimensão e complexidade administrativa do Hospital de S. José e da Santa Casa de Lisboa fizeram hesitar os governantes quanto à vantagem de os unir ou desanexar. As duas instituições foram separadas em 1782, reunidas em 1790 e novamente desligadas em 1801[35].
Funcionando, pois, o hospital em parte do morro de Sant’Ana, antigo Campo do Curral, este formará, com a ocupação de outras unidades hospitalares dos devolutos conventos, depois da expulsão das ordens religiosas do país, em 1834, a já chamada “colina da saúde” – um importante património em salvaguarda.
- Centro de História da Faculdade de Letras de Lisboa, Cátedra de Estudos Sefarditas Alberto Benveniste, Academia Portuguesa da História.↵
- “Os proventos com que o hospital se administrou nos primeiros anos seriam maioritariamente provenientes das propriedades dos hospitais incorporados desde 1493. Em 1497, novos rendimentos foram adicionados sob a forma dos bens confiscados aos Judeus e Mouros que, por não se terem convertido, foram forçados a abandonar o país, deixando para trás os seus bens imóveis, no caso de Lisboa situados sobretudo no arrabalde da Mouraria e na Judiaria Grande ‘que foi’. Em 1499, as capelas ‘de que se nom acham instetuyções’ passaram também a ser administradas pelo Hospital”. Vide LEME, M. (2016). “O património dos hospitais medievais na Lisboa manuelina”, in: J. INGLÊS e outros (coords.), Lisboa Medieval – Gentes, espaços e poderes, Lisboa, Instituto de Estudos Medievais, 393-437, em especial, 394-395, disponível em http://hdl.handle.net/10362/34915, onde se pode visualizar um mapa com a localização dos hospitais medievais e respectivos bens incorporados no rendimento do Hospital de Todos-os-Santos. Com a expulsão de 1496, as pedras de alguns edificados judaicos foram utilizadas na construção do Hospital Real de Todos-os-Santos. Vide TAVIM, J. (2016). “Judeus e judiarias de Lisboa nos alvores dos Descobrimentos. Perspectivas dos espaços e das gentes”, in: ibidem, 439-463, em especial, 444. ↵
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- Para o conhecimento do património arquivístico do Hospital, da progressiva complexificação das suas práticas e dos procedimentos arquivísticos, administrativos e assistenciais, vide, por todos, RAMOS, R. (2022). O Hospital de Todos os Santos e a sua Relação com a Coroa, Lisboa, Edições Colibri.↵
- No Colégio de Santo Antão-o-Velho se instalaram os Jesuítas em 1553, primeiro colégio dos Jesuítas em todo o mundo, sendo vendido pelos padres da Companhia de Jesus ao provincial da Ordem de Santo Agostinho, em 1594. Situado na freguesia de São Sebastião da Mouraria, depois freguesia de Nossa Senhora do Socorro, o Colégio manteve o nome quando o edifício foi comprado pelos Eremitas de Santo Agostinho; também conhecido por Coleginho.↵
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