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O antropófago e a psicanálise

Oswald de Andrade e o divã de Freud

Luciana Cavalcante Torquato

Resumo

“A vida não é em linha reta, nem em ordem direta se processam as histórias de cada homem (Andrade apud Fonseca, 2007, p.110). É por tais vias sinuosas que percorremos a vida e obra de Oswald de Andrade (1890-1954), ícone da inteligência brasileira, ponta-de-lança do modernismo literário. Vida e obra que se amalgamam e deixam entrever a genialidade, o riso satírico e a profundidade de pensamento em seu modo de conceber os temas da arte e da sociedade brasileira. A partir de sua obra, focando especialmente em suas biografias (Fonseca, 2007; Boaventura, 1995) e em seu livro de memórias (Andrade, 2002) apresentaremos o perfil intelectual do escritor e sobretudo o personagem que se forma a partir de sua pena, uma espécie de psicanalista de si próprio, ou talvez um autobiógrafo privilegiado pelo talento literário e pelo contato precoce com a psicanálise freudiana – aproximação que, a nosso ver, impacta no modo como constrói a narrativa literária de suas vivências.

Oswald de Andrade inicia suas memórias a partir da lembrança marcante da morte de sua mãe. O subtítulo do texto; “Sob as ordens da mamãe”. Ali expressa uma imagem de busca, de tentativa de reencontrar um objeto perdido, “um sentimento edipiano”, segundo o mesmo. Em temporada na Europa, cujos relatos trazem sempre um Oswald em dívida com a figura materna, o escritor afastado do ninho reencontra as raízes, apodera-se da ideia de “antropofagia”, figura central em sua obra: o ritual de devoração, assimilação e rejeição, de valorização do primitivo, do nativo. Oswald parte de Totem e Tabu (Freud, 1913) para apresentar sua metáfora anticolonialista para o pensamento nacional (“a transformação do tabu em totem”) que se sofisticará e ganhará ares de uma Weltanschauung mais tardiamente em sua obra.

A vida amorosa de nosso herói também se destaca. Suas desventuras sexuais infantis são descritas como uma espécie de construção narrativa apoiada nos Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade (Freud, 1905). Para Oswald, “o homem é o animal que vive entre dois grandes brinquedos – o Amor onde ganha, a Morte onde perde” (Andrade, 1954/1990, p. 144). Por estar entre esses dois polos, impelido a criar arte e ciência, Oswald parece apontar para toda a potência da sublimação freudiana. Este trabalho intenta percorrer tal intervalo sublimatório oswaldiano, buscando sobretudo construir uma trajetória de caso, escutando seus os textos biográficos e autobiográficos como material para uma análise possível do universo oswaldiano.

Palavras-chave

Oswald de Andrade; psicanálise; memórias.

I. Introdução

O trabalho que trago para esta exposição é um recorte bastante acanhado de pesquisa desenvolvida no doutorado em Psicologia na Universidade Federal de Minas Gerais, especificamente na área de Estudos Psicanalíticos[1]. Tal investigação vem rastreando as relações possíveis (afastamentos e aproximações) entre a psicanálise, sobretudo o pensamento freudiano, e as ideias e proposições do escritor Oswald de Andrade, importante nome da literatura brasileira – ainda que nosso autor não fosse muito afeito a quaisquer determinações ufanistas.

Desse modo, de forma geral, trata-se de uma pesquisa que vem no quadro dos estudos sobre a circulação e recepção de ideias (Bourdieu, 2002). Partindo da pergunta sobre as condições de implantação das proposições freudianas no Brasil, o nome de Oswald de Andrade aparece como um ator privilegiado nessa empreitada por ter ousado interpretações bastante inventivas para o que chegava da finissecular Viena freudiana.

Neste momento, interessa-nos pensar no ponto da presença da psicanálise na letra oswaldiana para além do já conhecido flerte entre a literatura de Oswald de Andrade (ou, de forma mais geral, da literatura modernista) e alguns conceitos e noções freudianas. Investigações anteriores (Torquato, 2014) puderam demonstrar como alguns vocábulos (a saber; inconsciente, pulsão, sexualidade infantil, recalque) atravessaram as criações da vanguarda literária brasileira do início do século XX. Todavia, aqui ensaiamos relacionar essa história de uma circulação de ideias à temática da memória e do imaginário social a partir da forma da narrativa oswaldiana sobre si próprio em suas memórias biográficas (Andrade, 2002). Essa “narrativa de si” empreendida por Oswald de Andrade em sua literatura pode, a nosso ver, ser tomada como um efeito da apropriação da psicanálise – e da feição mais clínica dessa ciência – no próprio discurso do artista, ou melhor, de um homem que escreve e narra sobre si. Como poderia demonstrar isso?

Para esse propósito, não é desejável ater-nos ao que talvez seja a produção mais conhecida e fundamental do escritor, que foi a noção de Antropofagia, objeto importante na criação artística, estética, ética e política brasileira, que está sendo fortemente retomada por vários campos do saber no Brasil (Rocha & Ruffinelli, 2011). A relação entre Antropofagia e psicanálise se evidencia quando consultamos uma fórmula proposta por Oswald de Andrade para solucionar o problema do “atraso” e da imitação/importação impensada e acrítica, característica da arte e sociedade brasileira: ele se vale de Freud na potente reformulação que faz ao sugerir a “transformação do tabu em totem” (Andrade, 1928/2015) ou seja, a transformação daquilo que seria o nosso negativo, a nossa marca de inferioridade, ou de problema, em algo que sustente nossa força e nossa potência. Fica evidente que Oswald de Andrade elaborava, de forma sofisticada, o impacto dos processos colonizadores na subjetivação, ou no que poderíamos nomear como identidade nacional. Partindo da crítica à civilização europeia, ao colonizador, as entrelinhas de seu discurso antropofágico dialogam com as discussões mais contemporâneas acerca da dependência cultural dos países periféricos.

O interesse aqui, contudo, é o de investigar outro aspecto interessante da presença da marca freudiana na obra de Oswald de Andrade que pode ser entrevista no próprio modo como esse escritor constrói as suas memórias (Andrade, 2002). O escritor produz uma espécie de autobiografia que, em várias passagens, aproxima-se de um relato clínico de sessões de psicanálise, como se o artista ensaiasse, ali mesmo, uma forma de narrativa experimental psicanalítica.

Essa premissa, de que Oswald teria se apropriado da psicanálise na construção de sua narrativa de memórias, abriu a possibilidade de questionar se a ciência psicanalítica poderia ter engendrado novas formas das pessoas falarem sobre si, deslizando em novas narrativas, novas memórias, novas imagens, novas subjetivações.

II. Aproximação dos campos: a psicanálise e a literatura oswaldiana

Cumpre, nesse momento, indagar-nos sobre a pertinência da discussão sobre a disciplina psicanalítica e um literato de país periférico em um espaço da sociologia.

A psicanálise, como é sabido, aparece no mundo a partir da clínica médica do vienense Sigmund Freud. Diante do padecimento do corpo de mulheres que puderam se curar através da fala, ou seja, da colocação em palavras daquilo que não podia antes ser simbolizado, a psicanálise nasce como um método de investigação de processos suspeitados por Freud, os processos inconscientes. Além de método para investigar o funcionamento desses processos e a sua determinação na vida psíquica dos sujeitos, a psicanálise é ainda uma forma de tratamento que visa recuperar justamente a potência da palavra, da possibilidade de simbolizar o retorno daquilo que foi impedido, em algum momento, de acessar a nossa consciência. Além disso, a psicanálise foi se sofisticando, ganhando leituras novas que a permitiram expandir seu domínio do campo puramente clínico para amarrações com o campo de outras ciências humanas e sociais. Assim, se não é possível pensar as questões humanas e sociais no século XX sem considerarmos as formulações freudianas, isso se deu porque diversos autores das mais variadas áreas macularam a psicanálise, por assim dizer, de seu aspecto clínico, colorindo suas ideias com outras perspectivas.

A contramão desse processo também aconteceu: a psicanálise acabou contaminando outros campos de saber. E contaminou também formas de narrar. O modo como nos expressamos, como falamos sobre nossa experiência, como contamos o vivido, e essa é a hipótese que gostaríamos de lançar, passa pela construção da clínica freudiana. Nesse caso, estou atrás dos aspectos performativos da teoria psicanalítica freudiana, dito de outro modo, naquilo que a teoria psicanalítica promoveria em termos de ação e reflexão dos sujeitos sobre si mesmo.

Entendendo o lugar da psicanálise, passa a ser importante situar Oswald de Andrade, ainda que seja tarefa um tanto difícil a de apresentá-lo. Trata-se de um escritor paulista, figura extremamente polêmica naquele e em nosso tempo[2], que viveu entre os anos de 1890 e 1954. Tempo suficiente para se aventurar com atrevimento nas diferentes searas literárias e culturais. Escritor de romances, manifestos, sátiras, poemas, ensaísta, dramaturgo, cronista de jornal, extremista cultural, filósofo, rebelde, revolucionário, antropófago. Ainda enquanto estudante de filosofia e bacharel em direito, Oswald, filho de família abastada, viajou frequentemente e chegou a morar em cidades europeias, estando antenado e atualizado com os autores e vanguardas de primeira hora. Até meados da década de 1920, suas preocupações se voltavam para as questões mais estéticas e formais da literatura: a ruptura com a literatura “provinciana”, que só imitava acriticamente aquilo que importava. Atacava os parnasianos, o estilo rebuscado, a métrica. Voltava-se contra a arte culta, erudita e convencional, o racionalismo, o naturalismo. Buscava as expressões mais livres e ingênuas, espontâneas, a recuperação de elementos locais que, aliados à técnica e ao progresso, gerariam uma arte genuína e moderna. Apostava na experimentação, alimentando os debates sobre o moderno e o antigo na sociedade. Com Mário de Andrade e outros artistas, organizou a Semana de Arte Moderna em 1922 em São Paulo, marco do movimento modernista no Brasil (Telles, 2002).

Em 1950, escreve uma tese para concorrer à cadeira de Filosofia da Universidade de São Paulo, texto que ficou conhecido como “A crise da Filosofia Messiânica” (1954/1990). De forma sintética, podemos dizer que ali Oswald anuncia o que chama de crise do patriarcado – que corresponderia à cultura messiânica – em detrimento da conquista da cultura antropofágica, correspondente a um novo matriarcado que se anunciaria como forma de expressão e realidade social.

Sua obra abarca uma oscilação de temas e autores sobre os quais o escritor se aporta. Freud é um desses autores com quem Oswald estabelece uma relação bastante ambivalente: em vários de seus textos em que cita diretamente Freud, Oswald ainda não delimita a referência, mistura conceitos, acomoda as ideias do psicanalista para adequar em suas convicções.

III. Memória, narrativa, ficções: construções em análise

O que justifica nosso interesse em suas memórias, nessa obra artística especialmente? Essa pergunta nos conduz aos questionamentos levantados acerca dos primórdios da disciplina psicanalítica: por que, na criação da psicanálise e estabelecimento de suas teses fundamentais, Freud teria se aproximado das artes e da literatura, dos artistas e dos tópicos artísticos e sua relação com a constituição do sujeito e com as formações do inconsciente? Cito aqui, por exemplo, os textos sobre Complexo de Édipo, Narciso, os estudos sobre Leonardo da Vinci, sobre Moisés de Michelangelo, sobre a Gradiva de Jansen, ensaios em que se dedica a analisar a questão da criação artística e os processos da arte e da subjetividade. Várias questões o interpelavam; seu interesse pela arte não se dava, grande parte das vezes, por uma predileção estética, ou uma beleza almejada, mas a partir dos impasses que a clínica colocava. Freud, em sua tentativa de apreensão do modo de funcionamento do inconsciente, buscava os restos que o recalcado manifestava no campo da produção artística. A obra de arte, as memórias de Oswald, portanto, são aqui tomadas como aquilo que deixa escapar o conflito, o estranhamento, trazendo à tona algo da borda da impossibilidade do dito, que já foram também enigmas, substitutos deformados de algum desejo que não pode se revelar.

Nesse sentido, aqui ensaiamos uma relação entre suas memórias, sua biografia, sua autoficção, sua narrativa e a psicanálise freudiana a partir de uma outra via: não a recepção ou assimilação – antropofágica – dos conceitos e ideias de Freud, mas a própria psicanálise pensando o escritor.

Já nas primeiras linhas de sua memória, Oswald nos convida a esse tipo de leitura quando diz se tratar de um “livro edipiano”. Revela em uma entrevista tardia: “A perda do colo materno deflagrou em mim o escritor e o homem. Minhas Memórias são um livro edipiano. Tudo nelas explica os meus livros anteriores: minha prosa e minha poesia (Andrade, 2009, p. 373)

Em 1954, meses após sua morte, o livro é lançado com o título: “Um homem sem profissão: memórias e confissões”. O subtítulo: “Sob as ordens de mamãe”. Escolhas que indicam por si só muitos aspectos da biografia e arte do escritor. E sobretudo a forma como ele próprio se pensa, criativamente, a partir da psicanálise: não é o papai quem manda, como no Édipo freudiano, mas as ordens de mamãe. A lei aqui é, portanto, matriarcal.

Oswald de Andrade se vale de todos os tipos de gênero confessionais em seu texto: faz uma gambiarra misturando memórias, autobiografia, diário. Inicia seu texto dizendo: “este livro é uma matinada”. Chama atenção o termo escolhido pelo autor. Matinada é uma palavra que comporta sentidos muito variados: desde uma novena, dessas rezas/preces que varam/atravessam madrugada e que nos traz um Oswald católico, cena tão comum em seu seio familiar. Mas matinada também pode ser estrondo, algazarra que também denota sua boêmia, uma vida hedonista. Em São Paulo, em seu uso coloquial, matinada tem o sentido de mentir. Aqui o escritor já revela o tom de suas memórias.

O relato inicial recupera a ocasião de sua primeira viagem transatlântica, em 1912, “movimento de busca e possibilidade de reencontrar raízes” (Andrade, 2002) para um retorno que o marca e faz sofrer: Dona Inês, sua mãe, falece na semana anterior a seu retorno. Essa perda é um marcador importante na vida de Oswald. O próprio escritor atribui a ela a sua agitada e atribulada vida amorosa – casou-se sete vezes, todos os casamentos bastante movimentados. Com sua última esposa, revela ter finalmente encontrado o seio materno.

Em seu “Livro da convalescença”, caderno manuscrito à lápis escrito no ano de sua morte, Oswald de Andrade ainda rememora que seu dissídio com Deus teria se dado na ocasião do falecimento da mãe. No entanto, se não é mais o católico de antes, nutre o que chama de sentimento órfico, dimensão do homem, algo que se assemelha ao sentimento oceânico de Romain Rolland recuperado por Freud em O mal-estar na civilização (1930).

Em uma de suas últimas entrevistas, Oswald de Andrade é interpelado sobre a continuidade da escrita de “O salão e a selva”, que originalmente seria o segundo volume da sua autobiografia[3]. Ao que responde: “Acho que não terei tempo. Não faz mal, pois sempre fiz autobiografia. Minha vida está contada nos meus livros, embora misturada com um pouco de ficção” (Andrade, 2009, p. 373).

Oswald foi um homem sem profissão, sem professar a fé no patriarcado. Desde a morte da mãe, também sem compromisso confessional. Acreditou no homem primitivo, propôs a figura do bárbaro tecnizado, aquele que, como aprendeu com Marx, é um homem radical porque “de raiz”.

IV. Considerações finais

Gostaria de encerrar este ensaio a partir de um trecho do romance Serafim Ponte Grande (1933) recuperado por Maria Augusta Fonseca (2007). A passagem traz o evento em que a família do finado Serafim encomenda um retrato do falecido de um artista especial vindo da Europa. Dupla homenagem: imortalizar e ilustrar a figura do patrono do manicômio Asilo Serafim, benemerência com que a família dota parte de seus bens.

O pintor trabalhou pacientemente, mas o retrato não agradou os membros da família. Dona Lalá achou magro, Beatriz, gordo e com sobrancelhas carregadas de chumbo. O pintor então refez. Celestino notou que faltava certo detalhe: o falecido mexia a pontinha do nariz quando falava. O pintor, louco com a situação, inaugurou, ele mesmo, as luxuosas celas do Asilo Serafim.

Bom, essa passagem talvez nos ensine que nessa tarefa de reavivar nosso autor ficará sempre faltando uma frase, um dito que seja revelador. O exercício de reconstruir e remontar partes de um todo para se reconstruir um modelo revela sempre a impossibilidade de se alcançar um conjunto fechado. Nesse sentido, assim como se dá em qualquer representação pictórica como em um desenho, uma fotografia, uma descrição, um retrato pintado, ou ainda uma sessão de psicanálise, estamos sempre distantes de algo, de certa forma devendo “aquele jeito de mexer a pontinha do nariz”.

Bibliografia

Andrade, O. (1928) O Manifesto Antropófago. In: Puntoni, P.; Titan JR, S. (org.). Revistas do Modernismo Brasileiro (1922-1929). São Paulo, SP: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Biblioteca Guita e José Mindlin, 2015.

Andrade, O. Serafim Ponte Grande. São Paulo, SP: Globo, 1985. (Obras completas de Oswald de Andrade).

___________. De literatura. In: Telefonema. São Paulo, SP: Globo, 1990. (Obras completas de Oswald de Andrade).

___________. Um homem sem profissão. Memórias e confissões: Sob as ordens de mamãe. São Paulo, SP: Globo, 2002. (Obras completas de Oswald de Andrade).

____________ (1954). A crise da filosofia messiânica. In: A utopia antropofágica. São Paulo, SP: Globo, 1990. (Obras completas de Oswald de Andrade).

Boaventura, M. O salão e a selva: uma biografia ilustrada de Oswald de Andrade. Campinas, SP: Editora da Unicamp. São Paulo: Editora Ex Libris, 1995.

Bourdieu, P. Les conditions sociales de la circulation internationale des idées. Actes de la recherche en sciences sociales. 145: 3-8, 2002.

Fonseca, M. Oswald de Andrade: Biografia. São Paulo, SP: Globo, 2007.

Freud, S. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. In: Freud, S. (ed.), Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro, RJ: Imago, v. VII, 2006 [1905].

__________.Totem e tabu. In: FREUD, S. (ed.). Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro, RJ: Imago, v. XIII, 2006 [1913].

__________. O mal-estar na civilização. In: FREUD, S. (ed.). Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro, RJ: Imago, v. XXI, 2006 [1930].

Rocha, João Cézar, Ruffinelli, Jorge (orgs.). Antropofagia hoje? Oswald de Andrade em cena. São Paulo, SP: É realizações, 2011.

Teles, Gilberto Mendonça. Vanguarda européia & modernismo brasileiro. Rio de Janeiro, RJ: Vozes, 2009.


  1. A pesquisa, sob orientação do Prof. Guilherme Massara Rocha, conta com o apoio do CNPQ.
  2. Interessante observar que os certames em torno de Oswald de Andrade não se interromperam mesmo passados 50 anos de seu falecimento. A contenda recente entre os escritores Ferreira Gullar e Augusto de Campos, travada nas páginas do caderno “Ilustrada” do Jornal Folha de São Paulo, retoma uma antiga discordância desses figurões a respeito da relação dos poetas concretos paulistas com Oswald de Andrade (parte do debate pode ser acessado no Caderno Ilustrada do referido periódico, publicado em 15 de junho de 2016, p. C4).
  3. Os demais volumes seriam: O solo das catacumbas e Para lá do trapézio sem rede.


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